Um estudo recente revelou que os crimes digitais cresceram 800 % no Brasil entre 2020 e junho de 2025, sendo que 80 % desses casos envolvem engenharia social – não invasões técnicas. Isso nos mostra que, apesar dos avanços técnicos em segurança, como o uso de OTP (senha de uso único), as fraquezas humanas continuam sendo o ponto mais explorado pelos criminosos.
O que o OTP traz de bom – e o que pode falhar:
Vantagem: O OTP adiciona uma camada extra de proteção, tornando mais difícil o acesso indevido, mesmo com conhecimento da senha.
Limitação: Contudo, esse mecanismo pode ser comprometido se um atacante, por meio de engenharia social, conseguir induzir o usuário a entregar o código ou clicar em links falsos.
A engenharia social como ameaça real:
Métodos como phishing, smishing, vishing e pretexting têm se mostrado altamente efetivos em explorar falhas humanas — desde a confiança até a curiosidade — sem nem precisar invadir sistemas diretamente.
Conclusão
As soluções técnicas, como o OTP, são fundamentais — mas não suficientes por si só. A maior vulnerabilidade continua sendo o fator humano, alvo privilegiado de técnicas persuasivas. Por isso, além de implementar mecanismos robustos, é essencial investir em conscientização e treinamento contínuo dos usuários, reforçando a dupla proteção: tecnológica e comportamental.
